quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Balada do amor através das idades

Eu te gosto, você me gosta
desde de tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana, mas não Helena.
Sai do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, briguemos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo da fragata
onde você se escondia
da fúria do meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal da cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.

Depois(tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles
espirituoso e devasso,
Você cismou em ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram á guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é umaloura notavél,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peropécias,
eu, herói da Paramont,
te abraço, beijo e casamos.

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